Fundação Gregório de Mattos - Salvador, cultura e participação popular
 

DIRETRIZES

Desafios não faltam com relação à construção de políticas culturais para Salvador. Um olhar de síntese estabelece pelo menos cinco grandes avenidas de trabalho, que aí estão a exigir respostas criativas, financiamento e avanços concretos:

1) Participação popular

Por todas as razões imagináveis, essa é a avenida de maior prioridade. A cultura é parte indispensável para a construção de caminhos de desenvolvimento e de responsabilidade social. A cultura pode ser uma importante ferramenta de distribuição de poder. Salvador é um laboratório a céu aberto. Tem cultura e saberes por todos os lados. Como mobilizar essa energia a favor da cidade e de seus habitantes? Como desenvolver um modelo de interação entre educação e cultura?

2) Cotidiano das Artes

Os artistas, grupos artísticos, produtores, centros culturais da cidade, ou seja, todos os que já participam ativamente do ‘eco-sistema’ cultural precisam de atenção e de políticas de fomento. Surgem nessa direção duas propostas importantíssimas: a criação da Lei de Incentivo à Cultura e o Fundo de Cultura.

3) Valorização da Memória

Memória é coisa séria. Nossa sociedade tem um débito enorme com relação à preservação das memórias culturais. De forma bastante concreta, a FGM lida com dois grandes programas nesta área: o Arquivo Histórico Municipal e a Rede de Monumentos e Sítios Históricos da cidade.

4) Intercâmbio cultural

Neste século, as identidades culturais não podem ser mais entendidas como entidades fixas e relativamente estáveis, concebidas como raízes e como passado de referência. As identidades são mutáveis, são construídas através dos diálogos e dos conflitos, de fora para dentro e de dentro para fora, de baixo para cima e de cima para baixo, de ontem para hoje e de hoje para ontem. É preciso tomar o intercâmbio como ferramenta indispensável do entendimento de nossa própria cultura.

5) Fórum permanente - diálogo com a sociedade sobre objetivos da gestão e políticas culturais

Desta avenida participam todos os esforços de estabelecer diálogo com a sociedade sobre os caminhos da gestão — inclusive este Site. É preciso desenvolver uma política eficaz de comunicação com a sociedade, permitindo inclusive a capilaridade das críticas e opiniões divergentes. Mais do que isso, é preciso trabalhar para que novas estruturas de referência surjam através de processos que estimulem a democracia.


ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

A Fundação Gregório de Mattos foi criada em 1986 (Lei nº 3.601/86) sob a forma de fundação, dotada de autonomia administrativa e financeira, patrimônio próprio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Segundo Regimento próprio, a FGM estrutura-se da seguinte maneira:

Presidência – tem por principal competência formular as políticas e diretrizes básicas da Fundação, bem como apreciar e aprovar programas e projetos apresentados pelas suas diversas unidades. O presidente Paulo Costa Lima assumiu o cargo em janeiro de 2005.

Gabinete da Presidência – presta assistência ao Presidente no desempenho de suas atribuições em geral.
[Chefe de Gabinete: Fernando Luiz Trindade Rego. E-mail: gapre@salvador.ba.gov.br]

Assessoria Técnica – desempenha atividades de planejamento, orçamento e acompanhamento, dentre outras.
[Assessor chefe: Carlos José de Araújo. Assessor Técnico: Edvaldo Bolagi]

Gerência Administrativo-Financeiro – desenvolve atividades relacionadas à gestão de pessoas, material e patrimônio, comunicação e documentação, finanças e contabilidade.
[Gerente: Graça Piva. E-mail: gracapiva@salvador.ba.gov.br]

Gerência de Promoção Cultural – dirige, coordena, supervisiona e administra a utilização dos equipamentos de cultura, assegurando sua preservação e efetuando a difusão de suas atividades culturais.
[Gerente: Célia dos Humildes. E-mail: geprocfgm@salvador.ba.gov.br]

Gerência de Sítios Históricos – dirige, coordena e promove ações que visem a recuperação e revitalização de sítios históricos de Salvador.
[Gerente: Stela Vaz]

Gerência de Arquivos e Bibliotecas – tem por finalidade a gestão do patrimônio documental e do acervo bibliográfico do Poder Municipal, bem como o estímulo a pesquisa histórica e cultural sobre a Bahia e particularmente sobre Salvador.
[Gerente: Lucimar S. C. Mendonça]

Os espaços culturais da FGM são administrados por:

- Arquivo Histórico Municipal - Bibliotecas do Arquivo Histórico, Prof. Edgard Santos e Profa. Denise Tavares: Maria Teresa Matos
- Casa do Benin: Edvaldo Bolagi e Rosa Maria Vieira de Melo
- Espaço Cultural da Barroquinha Museu da Cidade: Petinha Barreto e Maria de Fátima Magalhães
- Teatro Gregório de Mattos e Galeria da Cidade: Fátima Fróes

 

GERÊNCIA DE PROMOÇÃO CULTURAL

A Gerência de Promoção Cultural – Geproc tem por finalidade dirigir, coordenar, administrar e supervisionar a utilização dos equipamentos de cultura, assegurando sua preservação e efetuando a difusão de suas atividades. Cabe à Geproc administrar, preservar e executar o planejamento de atividades do Museu da Cidade e Casa do Benin (equipamentos da FGM), bem como os projetos Cinema na Praça, Estação Cultura, Mestres Populares da Cultura, Orquestra Sinfônica da Juventude, além de grandes eventos cívicos como o 2 de Julho e o 7 de Setembro. É função da Geproc ainda avaliar e apoiar projetos diversos das comunidades da cidade, em comum acordo com a gerência da presidência da FGM.

A Geproc conta com três sub-gerências, a saber: Sub-Gerência de Eventos Especiais e Projetos, Sub-Gerência de Museus e Sub-Gerência do Espaço Cultural da Barroquinha.

 

O PATRONO

Gregório de Mattos e Guerra nasceu na Bahia, em 23 de dezembro de 1636. Seus versos satíricos, eróticos e pornográficos lhe renderam o apelido de Boca do Inferno. Viveu 32 anos em Lisboa e, ao voltar para o Brasil, começou a escrever poemas inspirados nos costumes da sociedade baiana da época.

Por sua língua afiada contra tudo e contra todos, foi denunciado à Inquisição, ameaçado de morte e degredado para Angola, em 1694. Tempos depois voltou ao Brasil, mas nunca mais pisou na Bahia. Morreu em Recife, aos 59 anos, vítima de uma febre contraída na África. Mais de 300 anos depois de sua morte, Gregório de Mattos é lembrado como um dos mais importantes poetas da literatura de língua portuguesa.

SONETO

Ao Conde de Ericeira, pedindo louvores ao poeta
não lhe achando ele préstimo algum.

Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.

Na quinta torce agora a porca o rabo;
A sexta vá também desta maneira
na sétima entro com grã canseira
E saio dos quartetos muito brabo.

Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.

Nesta vida um soneto já ditei,
Se desta agora escapo, nunca mais;
Louvado seja Deus, que o acabei.

Fundação Gregório de Mattos - Salvador, cultura e participação popular