DIRETRIZES
|
Desafios não
faltam com relação à construção
de políticas culturais para Salvador. Um olhar de
síntese estabelece pelo menos cinco grandes avenidas
de trabalho, que aí estão a exigir respostas
criativas, financiamento e avanços concretos:
1) Participação
popular
Por todas as razões
imagináveis, essa é a avenida de maior prioridade.
A cultura é parte indispensável para a construção
de caminhos de desenvolvimento e de responsabilidade social.
A cultura pode ser uma importante ferramenta de distribuição
de poder. Salvador é um laboratório a céu
aberto. Tem cultura e saberes por todos os lados. Como mobilizar
essa energia a favor da cidade e de seus habitantes? Como
desenvolver um modelo de interação entre educação
e cultura?
|
 |
2) Cotidiano das Artes
Os artistas, grupos artísticos,
produtores, centros culturais da cidade, ou seja, todos os que
já participam ativamente do ‘eco-sistema’ cultural
precisam de atenção e de políticas de fomento.
Surgem nessa direção duas propostas importantíssimas:
a criação da Lei de Incentivo à Cultura e
o Fundo de Cultura.
3) Valorização da Memória
Memória é coisa séria. Nossa sociedade tem
um débito enorme com relação à preservação
das memórias culturais. De forma bastante concreta, a FGM
lida com dois grandes programas nesta área: o Arquivo Histórico
Municipal e a Rede de Monumentos e Sítios Históricos
da cidade.
|
4) Intercâmbio
cultural
Neste século, as identidades
culturais não podem ser mais entendidas como entidades
fixas e relativamente estáveis, concebidas como raízes
e como passado de referência. As identidades são
mutáveis, são construídas através
dos diálogos e dos conflitos, de fora para dentro
e de dentro para fora, de baixo para cima e de cima para
baixo, de ontem para hoje e de hoje para ontem. É
preciso tomar o intercâmbio como ferramenta indispensável
do entendimento de nossa própria cultura.
5) Fórum permanente
- diálogo com a sociedade sobre objetivos da gestão
e políticas culturais
Desta avenida participam todos
os esforços de estabelecer diálogo com a sociedade
sobre os caminhos da gestão — inclusive este
Site. É preciso desenvolver uma política eficaz
de comunicação com a sociedade, permitindo
inclusive a capilaridade das críticas e opiniões
divergentes. Mais do que isso, é preciso trabalhar
para que novas estruturas de referência surjam através
de processos que estimulem a democracia.
|
 |
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
A Fundação Gregório de Mattos foi criada
em 1986 (Lei nº 3.601/86) sob a forma de fundação,
dotada de autonomia administrativa e financeira, patrimônio
próprio, vinculada à Secretaria Municipal de Educação
e Cultura.
Segundo Regimento próprio, a FGM estrutura-se da seguinte
maneira:
Presidência – tem por principal
competência formular as políticas e diretrizes básicas
da Fundação, bem como apreciar e aprovar programas
e projetos apresentados pelas suas diversas unidades. O presidente
Paulo Costa Lima assumiu o cargo em janeiro de 2005.
Gabinete da Presidência – presta
assistência ao Presidente no desempenho de suas atribuições
em geral.
[Chefe de Gabinete: Fernando Luiz Trindade Rego. E-mail: gapre@salvador.ba.gov.br]
Assessoria Técnica – desempenha
atividades de planejamento, orçamento e acompanhamento,
dentre outras.
[Assessor chefe: Carlos José de Araújo. Assessor
Técnico: Edvaldo Bolagi]
Gerência Administrativo-Financeiro –
desenvolve atividades relacionadas à gestão de pessoas,
material e patrimônio, comunicação e documentação,
finanças e contabilidade.
[Gerente: Graça Piva. E-mail: gracapiva@salvador.ba.gov.br]
Gerência de Promoção Cultural
– dirige, coordena, supervisiona e administra a utilização
dos equipamentos de cultura, assegurando sua preservação
e efetuando a difusão de suas atividades culturais.
[Gerente: Célia dos Humildes. E-mail: geprocfgm@salvador.ba.gov.br]
Gerência de Sítios Históricos
– dirige, coordena e promove ações que visem
a recuperação e revitalização de sítios
históricos de Salvador.
[Gerente: Stela Vaz]
Gerência de Arquivos e Bibliotecas –
tem por finalidade a gestão do patrimônio documental
e do acervo bibliográfico do Poder Municipal, bem como
o estímulo a pesquisa histórica e cultural sobre
a Bahia e particularmente sobre Salvador.
[Gerente: Lucimar S. C. Mendonça]
Os espaços culturais da FGM são administrados por:
- Arquivo Histórico Municipal - Bibliotecas do Arquivo
Histórico, Prof. Edgard Santos e Profa. Denise Tavares:
Maria Teresa Matos
- Casa do Benin: Edvaldo Bolagi e Rosa Maria Vieira de Melo
- Espaço Cultural da Barroquinha Museu da Cidade: Petinha
Barreto e Maria de Fátima Magalhães
- Teatro Gregório de Mattos e Galeria da Cidade: Fátima
Fróes
GERÊNCIA DE PROMOÇÃO CULTURAL
A Gerência de Promoção Cultural – Geproc tem por finalidade dirigir, coordenar, administrar e supervisionar a utilização dos equipamentos de cultura, assegurando sua preservação e efetuando a difusão de suas atividades. Cabe à Geproc administrar, preservar e executar o planejamento de atividades do Museu da Cidade e Casa do Benin (equipamentos da FGM), bem como os projetos Cinema na Praça, Estação Cultura, Mestres Populares da Cultura, Orquestra Sinfônica da Juventude, além de grandes eventos cívicos como o 2 de Julho e o 7 de Setembro. É função da Geproc ainda avaliar e apoiar projetos diversos das comunidades da cidade, em comum acordo com a gerência da presidência da FGM.
A Geproc conta com três sub-gerências, a saber: Sub-Gerência de Eventos Especiais e Projetos, Sub-Gerência de Museus e Sub-Gerência do Espaço Cultural da Barroquinha.
O PATRONO
Gregório de Mattos e Guerra nasceu na Bahia, em 23 de
dezembro de 1636. Seus versos satíricos, eróticos
e pornográficos lhe renderam o apelido de Boca do Inferno.
Viveu 32 anos em Lisboa e, ao voltar para o Brasil, começou
a escrever poemas inspirados nos costumes da sociedade baiana
da época.
Por sua língua afiada contra tudo e contra todos, foi
denunciado à Inquisição, ameaçado
de morte e degredado para Angola, em 1694. Tempos depois voltou
ao Brasil, mas nunca mais pisou na Bahia. Morreu em Recife, aos
59 anos, vítima de uma febre contraída na África.
Mais de 300 anos depois de sua morte, Gregório de Mattos
é lembrado como um dos mais importantes poetas da literatura
de língua portuguesa.
| SONETO
Ao Conde de Ericeira, pedindo louvores ao poeta
não lhe achando ele préstimo algum.
Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.
Na quinta torce agora a porca o rabo;
A sexta vá também desta maneira
na sétima entro com grã canseira
E saio dos quartetos muito brabo.
Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.
Nesta vida um soneto já ditei,
Se desta agora escapo, nunca mais;
Louvado seja Deus, que o acabei.
|
 |