1. Identificação:
1.1 – Espécie: Busto
1.2 – Título: BUSTO RUY BARBOSA
1.3 – Autor: Mario Cravo
1.4 – Época: 5 de novembro de 1949
1.5 – Origem: Bahia - Brasil
1.6 – Propriedade: Prefeitura Municipal do Salvador.
2. Localização:
2.1 - Endereço: Campo da Pólvora.
2.2 - Localização: Fórum Ruy Barbosa
3. Dados Técnicos:
3.1 - Material: Bronze e Granito
3.2 - Técnica: Bronze fundido
3.3 - Dimensões: Objeto:
Altura = 1,00m
4. Descrição Sumária:
No vestíbulo do Palácio da Justiça, no alto da parede, em frente, enorme cabeça de Ruy Barbosa, da autoria de Mário Cravo, tendo embaixo a seguinte inscrição:
“ A Ruy Barbosa, maior dos seus filhos, a Bahia oferece este Fórum, inaugurado a 5 de novembro de 1949,em comemoração do primeiro centenário do seu nascimento”. Embaixo do grandioso salão, a cripta toda de mármore colorido, com a seguinte inscrição: “Estremeceu a pátria, viveu no trabalho e não perdeu o ideal”.
Cidadão conselheiro Ruy Barbosa, orgulho da pátria, expoente máximo da celebração nacional, cultura assombrosa do nosso país, simultaneamente estadista, diplomata, orador, filósofo, literário, poeta, polimista: o dirigente intelectual na formação do novo regime político, que determinou a extinção das monarquias no Brasil.
5.1 Homenageado
Ruy Barbosa (1849-1923)
Jurista, político, escritor, diplomata, filólogo e orador, Ruy Barbosa de Oliveira nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador (Bahia), filho de João Barbosa de Oliveira e Maria Adélia Barbosa de Almeida. . Ingressou na Faculdade de Direito de Olinda em 1964, formou-se pela na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1870. Iniciou-se na carreira de jornalismo em 1872 no jornal Diário da Bahia, sendo que 1873 tornou-se do diretor do mesmo.
Em 1877 foi Deputado da Assembléia Provincial da Bahia. Em 1878, foi Deputado geral, mandato que se renovou até 1884.
Proclamada a República, em 1889. ocupou a Pasta da Fazenda e o lugar do Vice-Chefe do Governo Provisório. Em 1895 foi para o Senado. Concorrei Por três vezes à presidência da República, mas não teve êxito.
Faleceu na cidade de Petrópolis em 1º de março de 1923.
Fonte:
Souza, Antonio Loureiro de. Baianos ilustres: 1564-1925. Salvador: Gráfica Beneditina, 1944.
5.2 Autor da obra
Mário Cravo
Escultor, gravador, desenhista e professor, Mário Cravo Júnior nasceu em 13 de abril de 1923, em Salvador (Bahia). Filho de Mario da Silva Cravo e Marina Jorge Cravo. Formou-se na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em 1954.
Desde o curso ginasial destacou-se em desenho.
Trabalhou no atelier do santeiro Pedro Ferreira e em 1945 casa-se com Lúcia. Em seguida viajou para o Rio de Janeiro onde estagiou no atelier do escultor Humberto Cozzo.
Em 1947 acontece a sua primeira exposição individual, com esculturas e gravuras, no edifício Oceania em Salvador. No mesmo ano, foi para a Universidade de Siracuse nos Estados estudar escultura, como aluno especial. Após a conclusão do semestre mudou-se para Nova York e instalou seu atelier em Greenwich Village, realizando uma exposição individual na Norlyst Gallery. Nesse período conhece e torna-se amigo do maestro Villa Lobos, executando sua cabeça em bronze.
Em 1949, retorna à Salvador, instala seu atelier-oficina, onde é impulsionado o movimento de arte moderna na Bahia. Fez parte do grupo de jovens artistas Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Carybé, Jenner Augusto e Rubens Valentin. Neste período trabalha intensamente em madeira, pedra, metais ferrosos e não ferrosos, martelados e em fusão, com o uso de instrumental de uma nova tecnologia no tratamento com os metais, tais como a solda oxi-acetilénica e elétrica.
Sua temática gravita desde o universo vegetal ao estudo de movimento de lutas e danças populares e regionais, e a sua atenção é voltada para o aproveitamento de formas naturais.
A partir de 1950, tem seu atelier na rua Garibaldi, 556, Rio Vermelho. Nesse período iniciou uma pesquisa e um estudo das fontes de arte popular e erudita.
Em 1955 recebeu o prêmio de aquisição jovens escultores na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil. Defendeu uma tese e tornou-se docente livre da cadeira de gravura. Como catedrático interino, ensinou gravura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, e passou a expor suas esculturas nas principais capitais do país.
No ano de 1955 realizou, em Salvador, sua primeira grande exposição ao ar livre com esculturas em madeira e pedra sabão. Em 1958, fez exposição com esculturas em ferro, na capital baiana, e em 1959, na Praça da República, em São Paulo.
Em 1960 executou uma série de trabalhos inspirados no tema "Alados" e representou a escultura brasileira na XXX Bienalle Intenazionale D’Arte Venezia. Dois anos após é realizada uma exposição marcante de sua obra no Museu de Arte Moderna da Bahia.
Em 1964 foi para a Alemanha participar do Programa "Artists in Residence". Permaneceu em Berlim um ano e meio, realizando várias exposições. A convite do Departamento de Estado Norte-Americano seguiu para os Estados Unidos, onde durante meio ano visita e fez palestras em doze universidades e realizou três exposições individuais.
Em 1972 executou para a Prefeitura do Salvador uma escultura - fonte luminosa - na Praça Cairú intitulada "Fonte da Rampa do Mercado", em fibra de vidro com estrutura metálica.
Construiu sua residência e atelier no bairro da Federação em Salvador, onde concentrou esculturas nas técnicas de resinas poliéster e plásticos reforçados.
De 1973 à 1980, retornou à técnica do Metal Batido, executando trabalhos de médio e grande porte para entidades privadas, municipais e estaduais. Realizou a mostra "Cravo 80" no Farol da Barra. Executou várias esculturas para bancos e agências bancárias e uma escultura monumental para o COPEC - Complexo Petroquímico de Camaçari.
Participou com esculturas de sua autoria nos parques de esculturas ao ar livre do Rio de Janeiro - Parque das Catacumbas e em São Paulo, na Praça da Sé e dedicou uma especial atenção ao relacionamento da Escultura com Arquitetura e Paisagismo.
Foi também nesse período que realizou elementos escultóricos em concreto para a Barragem Pedra do Cavalo (Cachoeira/Bahia), e o Memorial à Clériston Andrade, em Salvador.
Colaborou com Mario Cravo Neto na realização do Livro "Cravo".
Entre 1980 e 1983 construiu o "Cristo Crucificado" de 15 m de altura e 12 m de largura para a cidade de Vitória da Conquista (Bahia). Por volta de 1986, participou pela quarta vez do Comitê Internacional de Jerusalém e realizou uma exposição individual de desenhos em Zurique, na Suíça.
A partir de 1994 criou o "Espaço Cravo", um parque de escultura ao ar livre no qual vem se dedicando à construção de esculturas de grande porte, estáveis, móveis e sonoras, assim como, desenvolvendo experiências no campo da Computação Plástica.
No ano de 1996 executou Escultura de grande porte em inox (luminária) para o Parque do Museu de Arte Moderna do Solar do Unhão.
Em 1998 realizou uma ampla exposição no Museu de Arte Moderna da Bahia, intitulada "Formas e Mitos", onde apresentou esculturas de grande porte no jardim externo, e no edifício principal pinturas, esculturas de médio porte e computação plástica. Participa na exposição virtual de âmbito nacional "II Eletromídia de Arte", juntamente com outros artistas. Ainda em 1998, a Secretaria de Planejamento (SEPLANTEC) editou um catálogo de autoria de Mario Cravo Neto, para o Espaço Cravo.
Fontes:
Cravo, Mário. O desafio da escultura: a arte moderna na Bahia, 1940-1986. Salvador: O Mar G., 2001.
Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional do Livro Brasileiro, 1973.