Fundação Gregório de Mattos - Salvador, cultura e participação popular
 
Escultura - Vinícius de Moraes


1. Identificação:
1.1 – Espécie: Escultura
1.2 – Título: Vinícius de Moraes
1.3 – Autor: Juarez Paraíso
1.4 – Época: 19 / 10 / 2003
1.5 – Origem: Salvador - Bahia
1.6 – Propriedade: Prefeitura Municipal de Salvador

2. Localização:
2.1 - Endereço: Rua Carlos Drumond de Andrade - Itapuã
2.2 - Localização: Praça Vinícius de Moraes

3. Dados Técnicos:
3.1 - Material: Bronze
3.2 - Técnica: Fundição
3.3 – Dimensões: Tamanho Natural

4. Descrição Sumária:
A escultura de Vinicius está localizada próxima à casa onde viveu e em frente ao Farol de Itapoã. A praça foi construída em sua homenagem, com uma área de 1.421,00 m² e conta com uma estátua em tamanho natural do poeta, sentado numa cadeira, apoiado numa mesa, enquanto a mão direita rabisca um caderno. Ao lado encontra-se uma cadeira vazia.
Inaugurada no dia em que ele completaria 90 anos, a praça também conta com 10 totens de 0,90 x 1,60 m confeccionados em granito apicoado, onde estão gravadas em placas de aço inox coloridas as letras / textos do compositor.
5. Referência Histórica

5.1 Autor da obra

Juarez Paraíso

Planejador visual, fotográfo, cenógrafo, figurinista, decorador, muralista, publicitário e professor, Juarez Marialva Tito Martins Paraíso nasceu em 1934, na localidade de Arapiranga, Rio de Contas (Bahia). Filho de Isaltino Concécio Paraíso e Eulália Martins Alves Paraíso. Formou-se pela Escola de Belas Artes da Bahia. Após a formatura, dedicou-se ao magistério na Universidade Federal da Bahia.

Como professor ensinou nas escolas de Arquitetura e Belas Artes desde 1956. Enfrentou desde cedo uma luta dentro da Escola de Belas Artes da Bahia pela renovação do currículo da escola, tentando eliminar a cópia de gesso clássico como modelo de ensino e tentando introduzir oficinas, laboratórios e artes aplicadas.

Em 1960, defendeu Livre Docência com um trabalho voltado para e reformulação no ensino na Escola de Belas Artes.

Formulou críticas explícitas aos conteúdos e métodos adotados pela EBA.

Em 1964 sob sua liderança foram eliminados os cursos isolados de pintura e gravura, criando, então o curso unificado de Artes Plásticas.

Em 1963 fez concurso para a cátedra de Desenho de Modelo Vivo, obtendo a nota máxima na prática. No ano seguinte foi nomeado professor assistente da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, na Disciplina Plástica.
Escreveu colunas de arte em diversos jornais de Salvador e apresentou dois programas de artes plásticas na TV. Foi também diretor artístico da Revista Bahia.

Foi responsável pela criação da Associação dos Artistas Plásticos Modernos da Bahia (ARPLAMB).

Renato Silveira definiu o trabalho do artista com a seguinte declaração:
“Como artista plástico não há técnica que Juarez não conheça. Artista gráfico de todas as técnicas, xilogravura, metal, serigrafia e off set, pintor de todas as tintas, do pincel à pistola, trabalha com desenvoltura materiais ‘brutos’ como concreto e resina epóxi ao tempo que consegue dar uma nova dimensão ao delicado lápis aquarelado (...), Juarez em tudo que faz, mantém uma coerência formal tanto melhor quanto mais respeita as características de cada material com que trabalha. E isto é possível porque as imagens de Juarez são equivalentes às imagens do mundo macro e microscópico, orgânico e inorgânico, como se ele tivesse aprendido as leis que regem a formação das estruturas do mundo material e, numa síntese admirável, realizado a sua equivalência em termos de realidade figurativa e contemporânea”.

Aposentou-se como professor titular em 1982 e como professor adjunto IV, em 1995.

Fontes:
Ayala, Walmir. Dicionário de Pintores Brasileiros. 2ª edição revista e ampliada por André Seffin, Curitiba: Ed. Da UFPR, 1979.
Paraíso, Juarez. Juarez Paraíso Desenhos. Organizado por Claudius Portugal. Salvador: FCJA, Copene, Casa das Palavras, 2001.

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