| Memorial - Dr. Edgard Santos |
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1. Identificação:
1.1 – Espécie: Memorial
1.2 – Título: Memorial ao Dr. Edgar Santos
1.3 – Autor: Projeto do Memorial – Prof. Diógenes Rebouças
Peças escultóricas - Mário Cravo Júnior
1.4 – Época: Reinaugurado em 14/01/2005
1.5 – Origem: Salvador - Bahia
1.6 – Propriedade: Universidade Federal da Bahia
2. Localização:
2.1 - Endereço: Rua Augusto Viana - Canela
2.2 - Localização: Ao lado da reitoria da UFBA
3. Dados Técnicos:
3.1 - Material: Bronze e Concreto armado
3.2 - Técnica: Fundição e Construção
3.3 - Dimensões: Painel de concreto=(7,00x3,50x0,50)m
4. Descrição Sumária:
Composto de um painel em concreto revestido em granito, contendo uma efígie em bronze retratando o Dr. Edgar Santos de perfil. Ao lado encontra-se uma explanada encimada por uma escultura em metal soldado e um painel menor com o escudo da Universidade Federal da Bahia completando o conjunto da obra.
5. Referência Histórica:
5.1 Homenageado
Edgard Santos (1894-1862)
Médico e o primeiro da Universidade Federal da Bahia, Edgar Rego Santos nasceu em 8 de janeiro de 1894, em Salvador, filho de João Pedro Santos e Amélia Rego Santos. Formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1917, onde mais tarde obteve a cátedra de patologia e cirurgia.
Após sua formatura, clinica na cidade de São Paulo, de 1918 a 1922, quando volta para a Bahia e, em seguida, para a Europa, onde estuda e trabalha em hospitais da França, Alemanha e outros países. Em 1924 retorna ao Brasil onde começa a lecionar na Faculdade de Medicina, sendo que posteriormente ocupa o cargo de diretor e, quando da unificação das Faculdades baianas, na Universidade Federal da Bahia é escolhido reitor. Este cargo possibilitou a sua ascensão e reconhecimento sendo que a partir daí implantou o Hospital das Clinicas - hoje com o seu nome e um dos mais importantes da capital baiana. Junto a esta importante realização, deu grande impulso à cultura do Estado da Bahia, com a criação do Seminário de Música, as Escolas de Teatro e Balé, a instalação do Museu de Arte Sacra, além de outras conquistas.
Em 09 de março de 1959, tornou-se Imortal da Academia de Letras da Bahia. Como reitor da Universidade Federal da Bahia ficou no cargo por 15 anos, sendo destituído do cargo em 1961. Em seguida foi nomeado Presidente do Conselho Federal de Educação.
Foi casado com Carmen Figueira Santos.
Faleceu na cidade do Salvador, no dia 5 de junho de 1962.
5.2 Autor da obra
Mário Cravo
Escultor, gravador, desenhista e professor, Mário Cravo Júnior nasceu em 13 de abril de 1923, em Salvador (Bahia). Filho de Mario da Silva Cravo e Marina Jorge Cravo. Formou-se na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em 1954.
Desde o curso ginasial destacou-se em desenho.
Trabalhou no atelier do santeiro Pedro Ferreira e em 1945 casa-se com Lúcia. Em seguida viajou para o Rio de Janeiro onde estagiou no atelier do escultor Humberto Cozzo.
Em 1947 acontece a sua primeira exposição individual, com esculturas e gravuras, no edifício Oceania em Salvador. No mesmo ano, foi para a Universidade de Siracuse nos Estados estudar escultura, como aluno especial. Após a conclusão do semestre mudou-se para Nova York e instalou seu atelier em Greenwich Village, realizando uma exposição individual na Norlyst Gallery. Nesse período conhece e torna-se amigo do maestro Villa Lobos, executando sua cabeça em bronze.
Em 1949, retorna à Salvador, instala seu atelier-oficina, onde é impulsionado o movimento de arte moderna na Bahia. Fez parte do grupo de jovens artistas Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Carybé, Jenner Augusto e Rubens Valentin. Neste período trabalha intensamente em madeira, pedra, metais ferrosos e não ferrosos, martelados e em fusão, com o uso de instrumental de uma nova tecnologia no tratamento com os metais, tais como a solda oxi-acetilénica e elétrica.
Sua temática gravita desde o universo vegetal ao estudo de movimento de lutas e danças populares e regionais, e a sua atenção é voltada para o aproveitamento de formas naturais.
A partir de 1950, tem seu atelier na rua Garibaldi, 556, Rio Vermelho. Nesse período iniciou uma pesquisa e um estudo das fontes de arte popular e erudita.
Em 1955 recebeu o prêmio de aquisição jovens escultores na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil. Defendeu uma tese e tornou-se docente livre da cadeira de gravura. Como catedrático interino, ensinou gravura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, e passou a expor suas esculturas nas principais capitais do país.
No ano de 1955 realizou, em Salvador, sua primeira grande exposição ao ar livre com esculturas em madeira e pedra sabão. Em 1958, fez exposição com esculturas em ferro, na capital baiana, e em 1959, na Praça da República, em São Paulo.
Em 1960 executou uma série de trabalhos inspirados no tema "Alados" e representou a escultura brasileira na XXX Bienalle Intenazionale D’Arte Venezia. Dois anos após é realizada uma exposição marcante de sua obra no Museu de Arte Moderna da Bahia.
Em 1964 foi para a Alemanha participar do Programa "Artists in Residence". Permaneceu em Berlim um ano e meio, realizando várias exposições. A convite do Departamento de Estado Norte-Americano seguiu para os Estados Unidos, onde durante meio ano visita e fez palestras em doze universidades e realizou três exposições individuais.
Em 1972 executou para a Prefeitura do Salvador uma escultura - fonte luminosa - na Praça Cairú intitulada "Fonte da Rampa do Mercado", em fibra de vidro com estrutura metálica.
Construiu sua residência e atelier no bairro da Federação em Salvador, onde concentrou esculturas nas técnicas de resinas poliéster e plásticos reforçados.
De 1973 à 1980, retornou à técnica do Metal Batido, executando trabalhos de médio e grande porte para entidades privadas, municipais e estaduais. Realizou a mostra "Cravo 80" no Farol da Barra. Executou várias esculturas para bancos e agências bancárias e uma escultura monumental para o COPEC - Complexo Petroquímico de Camaçari.
Participou com esculturas de sua autoria nos parques de esculturas ao ar livre do Rio de Janeiro - Parque das Catacumbas e em São Paulo, na Praça da Sé e dedicou uma especial atenção ao relacionamento da Escultura com Arquitetura e Paisagismo.
Foi também nesse período que realizou elementos escultóricos em concreto para a Barragem Pedra do Cavalo (Cachoeira/Bahia), e o Memorial à Clériston Andrade, em Salvador.
Colaborou com Mario Cravo Neto na realização do Livro "Cravo".
Entre 1980 e 1983 construiu o "Cristo Crucificado" de 15 m de altura e 12 m de largura para a cidade de Vitória da Conquista (Bahia). Por volta de 1986, participou pela quarta vez do Comitê Internacional de Jerusalém e realizou uma exposição individual de desenhos em Zurique, na Suíça.
A partir de 1994 criou o "Espaço Cravo", um parque de escultura ao ar livre no qual vem se dedicando à construção de esculturas de grande porte, estáveis, móveis e sonoras, assim como, desenvolvendo experiências no campo da Computação Plástica.
No ano de 1996 executou Escultura de grande porte em inox (luminária) para o Parque do Museu de Arte Moderna do Solar do Unhão.
Em 1998 realizou uma ampla exposição no Museu de Arte Moderna da Bahia, intitulada "Formas e Mitos", onde apresentou esculturas de grande porte no jardim externo, e no edifício principal pinturas, esculturas de médio porte e computação plástica. Participa na exposição virtual de âmbito nacional "II Eletromídia de Arte", juntamente com outros artistas. Ainda em 1998, a Secretaria de Planejamento (SEPLANTEC) editou um catálogo de autoria de Mario Cravo Neto, para o Espaço Cravo.
Fontes:
Cravo, Mário. O desafio da escultura: a arte moderna na Bahia, 1940-1986. Salvador: O Mar G., 2001.
Cartilha Histórica da Bahia, 2002.
Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional do Livro Brasileiro, 1973.
Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001.